O dia do nascimento, o pior dia!
Não me interpretem mal, mas ao contrário do que se diz, o dia do nascimento da minha filha não foi o melhor dia da minha vida mas sim o pior.
Passo a explicar.
Eu não sentia a miúda a mexer desde o dia anterior mas não dei grande importância porque ela não era uma bebé muito mexida e porque eu já tinha ido imensas vezes ao hospital nos últimos tempos e até já tinha "vergonha" de ir mais uma vez. Fui fazer as escrituras da minha casa que eram às 14h e só quando acabaram é que fui à clínica ver o que se passava.
Na clínica depois de CTG feito e muitos chocolates a ver se ela mexia lá fui a correr para o hospital. Aí informaram-me logo que era o dia, que ela ia nascer, que ia fazer cesariana com 34 semanas de gravidez.
Pelos vistos a Madalena estava em sofrimento, os batimentos cardíacos estavam a falhar. Só me diziam "ela tem que nascer já" e via o alvoroço à minha volta com as enfermeiras a prepararem-me à pressa para o parto. Comecei a ficar nervosa. E para ficar ainda mais nervosa o obstetra disse-me "Temos que a tirar já dai que não sabemos quando o coração pára de vez". Algo muito tranquilizante não é?
Fui para a sala de partos, e a Madalena nasceu às 22.01h do dia 18-04-2016. Mas como se vê nos filmes, não chorou logo. Levaram-na para uma bancada ali ao lado e começaram a fazer reanimação. Pareceram-me eternidades até ouvir aquele choro por que tanto ansiava.
Quando chorou fiquei super feliz a achar que já estava tudo bem, mas o coração estava muito fraquinho e lá voltava a "cair" outra vez.
Estava um alvoroço à volta da minha filha.
Estava um alvoroço à volta da minha filha.
Uma enfermeira com a melhor das intenções meteu-se ao meu lado (o lado oposto onde estava a MM), a falar comigo. Não me recordo muito bem das palavras dela, só me lembro de ouvir "às vezes as coisas não correm tão bem como esperamos". Ai entrei mesmo em pânico, pensei que para ela me estar a distrair estava mesmo a correr tudo mal.
Entretanto meteram-na numa incubadora e levaram-na. Nessa noite só consegui ver os grandes olhos da minha filha no meio dos braços das enfermeiras.
O meu coração só descansou quando falei com o pai dela ao telemóvel já no recobro e ele me disse que tinha estado com ela e que estava tudo bem. Agora só faltava esperar uma noite e uma manhã para poder ver a minha menina. O tempo parecia que não passava. Mas amanhã conto-vos como foi o dia seguinte.
O meu coração só descansou quando falei com o pai dela ao telemóvel já no recobro e ele me disse que tinha estado com ela e que estava tudo bem. Agora só faltava esperar uma noite e uma manhã para poder ver a minha menina. O tempo parecia que não passava. Mas amanhã conto-vos como foi o dia seguinte.
A 1ª foto que vi da pequena. à saida do recobro



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